Sagrada Família: Saúde

Irmãs da Divina Providência
23 novembro, 2017 05:09



Informações sobre meningites


• Todos os anos, em todos os países, ocorrem casos de meningite, de forma mais ou menos previsível, principalmente nas estações mais frias. Quando o número de casos da doença está dentro dos limites do esperado para determinada população, não se configura surto ou epidemia.
• Existem vários tipos de meningite. As mais comuns são as meningites virais e as bacterianas.
• As meningites virais são as mais freqüentes e costumam ter uma evolução favorável, muitas vezes sem necessidade de tratamento. Em sua maioria, não exigem isolamento do paciente. As pessoas que têm contato com pacientes de meningite viral não estão sujeitas a riscos maiores de desenvolver a doença.
• No caso das meningites bacterianas, o diagnóstico precoce é muito importante, permitindo o rápido início do tratamento. Os sintomas que freqüentemente se associam com as meningites são: febre, cefaléia, vômitos e rigidez de nuca (dificuldade em fletir a cabeça sobre o tronco). Algumas crianças podem não apresentar todos os sintomas. Lesões de pele avermelhadas ou arroxeadas podem indicar quadros de maior gravidade e um médico deve ser prontamente consultado, mesmo que não haja rigidez de nuca ou vômito.
• Existem vacinas para alguns tipos de meningite. O médico que acompanha a criança/adolescente é a pessoa mais indicada para orientar sobre seus possíveis benefícios e indicações.
• Medidas básicas de higiene (lavar as mãos após o uso de sanitários, antes das refeições e ao chegar em casa; cobrir tosse e espirros; não colocar os lábios no bico ejetor de água nos bebedouros; manter ambientes adequadamente ventilados; não partilhar copos e canudos; etc.) são cuidados que reduzem a ocorrência de várias doenças e devem, sempre, ser seguidos.


Postura da escola frente à ocorrência de meningite
• Cabe aos pais ou responsáveis informar à escola um eventual diagnóstico de meningite em aluno sob seus cuidados. Ao ser informado, o Ambulatório de Saúde Escolar (AMBULATÓRIO DE SAÚDE ESCOLAR) fará os contatos necessários para esclarecer detalhes do caso e tomar as devidas providências, sempre seguindo as recomendações da Vigilância Epidemiológica da Secretaria Municipal de Saúde. Assim que o AMBULATÓRIO DE SAÚDE ESCOLAR dispuser das informações necessárias, será enviado aos pais de alunos da turma em que ocorreu o caso um comunicado expondo a situação e eventuais recomendações.


• Nos casos de meningites virais (os mais freqüentes) e de meningite bacteriana não especificada habitualmente não é necessária nenhuma medida em relação aos contatos escolares. O uso de antibiótico (bloqueio de comunicantes) nessas situações não é recomendado nem mesmo para os contatos familiares.
• Nos casos de meningite meningocócica (ou de meningococcemia), reforçamos que a escola seguirá as recomendações da Vigilância Epidemiológica. De forma habitual, não é necessário o uso de antibiótico para os colegas que tiveram somente contato escolar (em meio período) com a criança enferma. Nessa situação, é importante manter observação atenta dos colegas de turma que apresentem febre, por um período de 10 dias, após o último contato com o paciente. Essa situação será informada aos pais de alunos da turma em que venha a ocorrer um caso.
• Após o período de afastamento habitual, o aluno que teve meningite pode retornar normalmente às atividades escolares, sem expor os colegas a risco.
Pediculose
A pediculose (infestação do couro cabeludo por piolhos) é um problema relativamente comum em crianças de todos os níveis sócio-econômicos, acometendo inclusive escolares com excelente padrão de higiene. Sobre esse problema, ressaltamos alguns pontos:
• Tem ocorrido um aumento no número de casos de pediculose em todo o mundo. Dados locais, de escolas particulares, mostram que 2 a 4% dos alunos apresentam o problema ao longo do ano.
• A transmissão entre pessoas ocorre pelo contato direto (cabeça a cabeça) ou, menos freqüentemente, pelo contato indireto (uso de gorros, bonés, pentes, presilhas, arcos de cabelo, etc. de outra pessoa infestada). O agente causador não tem capacidade de pular ou voar.
• A transmissão entre escolares é comum e algumas pessoas apresentam predisposição para a infestação, ou seja, facilmente apresentam reinfestação, por motivos ainda desconhecidos.
• As infestações leves são as mais freqüentes, são de difícil diagnóstico e podem ser fonte de reinfestação. No ambiente familiar, adultos com infestações leves e com poucos sintomas podem ser a causa de reinfestação.


Rotina do Ambulatório Escolar


A única forma de conseguir reduzir a ocorrência de casos de pediculose com transmissão na escola é a avaliação rotineira dos seus alunos. Esforços individuais de pais, sem a interação com a escola, costumam ser infrutíferos. Nesse sentido, desde o início das atividades do Ambulatório de Saúde Escolar desenvolvemos um trabalho educativo de alunos e pais e instituímos a triagem de pediculose, de grande efetividade, que inclui:
• Inspeção rotineira, no início de cada semestre letivo, de todos os alunos de Educação Infantil até 3.ª série do Ensino Fundamental – a faixa etária de maior incidência. Assim, todos os possíveis casos de infestação ocorridos no período de férias são identificados, sendo solicitado o seu tratamento. Essa atitude minimiza a ocorrência de novos casos com origem na escola.
• Inspeção de todos os alunos de turmas em que seja identificado um caso, seja de Educação Infantil, Ensino Fundamental ou Ensino Médio. Habitualmente, o caso inicial é informado pelos pais do aluno acometido. Essa informação é de extrema valia para o trabalho desenvolvido. O objetivo da triagem não é identificar a fonte do problema, mas permitir que todos os eventuais casos sejam tratados.
É importante realçar que a avaliação, realizada pela profissional de enfermagem do Ambulatório de Saúde Escolar , ocorre de forma individual. Além disso, não se expõe o resultado da avaliação para os alunos, somente a seus pais ou responsáveis.
Como complementação a essa avaliação, solicitamos que os pais inspecionem seus filhos, com freqüência, durante o restante do ano, especialmente se observarem sinais sugestivos de pediculose, como o prurido (coceira) em couro cabeludo. Caso seja detectado o problema, a escola deve ser prontamente comunicada. Ao sermos informados, faremos nova avaliação em todos os alunos da classe, sem expor nomes.
Nos casos de avaliação positiva, pede-se aos pais ou responsáveis que procurem seu pediatra para orientar o tratamento.


Informações sobre Varicela

A varicela é uma doença viral e os casos, em sua maioria, costumam ocorrer no final do inverno e início da primavera. Além da vacinação, recomendada antecipadamente, a única medida de controle frente a um caso de varicela na escola é o afastamento do paciente até que o médico da família libere o seu retorno, mediante atestado.

As dúvidas mais freqüentes dos pais em relação à varicela são relacionadas à sua contagiosidade. Uma característica pouco divulgada em relação a essa doença é que, dois dias antes do surgimento das lesões de pele, o paciente já está transmitindo a doença, por via respiratória. Portanto, mesmo antes de a doença poder ser diagnosticada, o paciente pode já ter transmitido o vírus para pessoas do seu convívio. É essa característica que faz com que continuem surgindo casos em escolas, mesmo que todos os alunos com lesão de pele característica sejam afastados. A transmissão persiste até que todas as lesões estejam na fase de crostas (“casquinha”). A partir desse momento (todas as lesões na fase de crostas), o paciente não precisa ficar isolado, podendo freqüentar normalmente a escola. Muitos leigos têm a noção de que a transmissão acontece na fase de crostas, o que não é verdade.
Alunos que foram vacinados têm pouca possibilidade de apresentar varicela. Crianças que já apresentaram a doença estão protegidas.

Aproveitamos para informar que houve mudança, recente, no esquema de vacinação contra varicela, sendo recomendada dose de reforço. Por esse motivo, poderá ser útil agendar consulta com o médico da família para atualizar as orientações sobre vacinas. Lembramos que a vacina não será aplicada na escola e não está disponível na rede pública para uso geral.

Cuidados em relação à escola


• Caso os pais suspeitem de varicela ou outra doença infecto-contagiosa, não deverão encaminhar o aluno para a escola até sua avaliação pelo médico da família.
• Alunos que apresentem lesões de pele sugestivas de varicela, no decorrer das aulas, serão mantidos no do Ambulatório de Saúde Escolar e seus pais serão comunicados para que procurem avaliação médica.
• Cabe ao médico da família diagnosticar a doença, indicar eventuais medicamentos e recomendações e emitir atestado especificando o período de afastamento da escola (prazo variável, definido caso a caso).
• Os pais, ou responsáveis, devem comunicar à escola, tanto aos professores como o do Ambulatório de Saúde Escolar , os casos de varicela ou de qualquer outra doença infecto-contagiosa. A relação dos telefones do do Ambulatório de Saúde Escolar está disponível nas últimas páginas da agenda escolar.
• Alunos imunodeprimidos (por exemplo: pacientes em quimioterapia) que não tenham sido vacinados e que não tenham tido a doença podem requerer medidas especiais. Os pais (ou responsáveis) desses alunos podem informar o do Ambulatório de Saúde Escolar para que sejam comunicados caso ocorra algum caso na turma de seu filho.
• Alunos com varicela não podem freqüentar a escola até que todas as lesões estejam na fase de crostas.
• Reforçamos a recomendação, feita no início do ano, de que alunos que não tenham tido a doença sejam vacinados. Entretanto, caso o aluno já esteja em fase adiantada de incubação do vírus, a vacina não consegue evitar a doença.

Conjuntivites

Em anos anteriores, em várias cidades do sul e sudeste do Brasil, ocorreram surtos de conjuntivite viral. Pela possibilidade de disseminação de casos dentro da escola, o Sagrada monitora os casos em seus alunos. Para evitar a transmissão em ambiente escolar, é importante que todos os alunos que apresentem sintomas compatíveis com conjuntivite (vermelhidão e/ou secreção ocular) não freqüentem a escola até que um médico avalie o caso e defina a necessidade ou não de afastamento da escola. Caso o aluno apresente, durante o período de aula, sintomas sugestivos de conjuntivite, os pais serão comunicados para que retirem seus filhos da escola e procurem atendimento médico.
Lembramos aos pais que nem todos os casos de alunos que apresentem vermelhidão ocular são casos de conjuntivite infecciosa. Muitos podem ser casos de conjuntivite alérgica e a presença desses alunos na escola não expõe a risco os colegas. Ainda assim, é necessário atestado do médico da família liberando esses alunos para freqüentar a escola.

 

Atitudes recomendadas em caso de conjuntivite infecciosa


• Evitar manipular os olhos. Lavar as mãos antes e após a manipulação dos olhos. O uso de lenços descartáveis, para limpar ou manipular os olhos, reduz a contaminação pelas mãos. Como para crianças menores essas recomendações são muitas vezes impraticáveis, o afastamento da escola é essencial. O uso de lenços é também de grande importância para cobrir tosse e espirros e evitar disseminação de outras doenças transmissíveis por via respiratória.
• A pessoa com conjuntivite infecciosa não deve compartilhar toalhas, sabonete, travesseiro e outros objetos de uso pessoal.
• Não encaminhar para a escola o aluno que esteja apresentando sinais de conjuntivite (vermelhidão dos olhos, presença de secreção ocular, sensação de ardência ou coceira nos olhos). Nessa situação recomenda-se que se procure atendimento pelo médico da família ou oftalmologista, para a definição do diagnóstico e eventual afastamento.
• Respeitar o período de afastamento definido pelo médico da família. Nos casos de conjuntivite viral, a maior contagiosidade ocorre nos primeiros 5 a 7 dias da doença, requerendo, assim, o afastamento do aluno por igual período, ou mais.
• Encaminhar o atestado médico para a escola, se possível com o diagnóstico. Alunos que tenham realizado consulta médica e tenham sido liberados para freqüentar as aulas devem solicitar atestado de liberação e apresentá-lo à escola.
• Caso o aluno não apresente resolução completa dos sintomas, ao término do prazo de afastamento, recomendamos que o médico seja novamente consultado, para se definir a necessidade de prorrogar o afastamento.
 

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